Um amigo comentou que depois dos "trinta" fica-se fora de moda. Essa afirmação causou-me uma preocupação recorrente.Será que a moda exerce parâmetros etários capazes de imbutir nas pessoas comportamentos que se adequem a determinações ideológicas, tais como um estilo de vida voltado para apresentar-se, sempre em evidência, dentro do padrão de beleza e imagem exigido pelo mercado? Ou permirtir-se a uma vida saudável, vivendo cada década ou período de idade nas condições que lhe são peculiares, buscando equilibrar-se no estilo de vida saudável seria mais sensato? A verdade é que milhares de pessoas rendem-se na busca incessante de um modelo de beleza, iconizado pela televisão e pela cultura de massa e não desenvolve o pleno discernimento desses apelos de mercado, tornando-se reféns desses ditados populares que visam moldar as pessoas, homogeneizando corpos, comportamentos e e idéias.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Uma resposta necessária!
É verdade que adora-se uma imagem, mas a mesma representa tanta coisa saudável na relação dos homens com Deus e com os próprios homens, que esse fato é irrelevante. É verdade que algumas pessoas estabelecem uma relação de troca com Deus durante o Círio. Mas sinceramente, será que há alguém melhor para para se fazer um negócio? É verdade, também, que o Círio é um comércio, mas concordemos: O Círio não depende do comércio para existir, enquanto que este proporciona tanto "sustento" para muitas pessoas. É verdade que a homenageada é Maria, e não cristo e que a mesma não faz parte da santíssima trindade. Mas, sinceramente, que momento mais oportuno para corrigir uma falha histórica com as mulheres, mães irmãs e marias do mundo todo.
O Círio de Nazaré é católico, mas desestabiliza as bases do católicismo( um problema para os teólogos).O Círio é religioso, mas ultrapassa essa dimensão, é cultural, econômico e político. O Círio é ato perfeito empírico de igualdade, expressado na corda. O Círio é laico, quando as instituições administrativas, políticas e jurídicas rendem-se às homenagens. O Círio é tudo isso e nada disso quando se está diante de Maria representada.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
O Bom Discurso
O bom discurso convence? Políticos, administradores, advogados, juristas e as mais diversas autoridades eloquentes da nossa sociedade dedicam-se arduamente no aperfeiçoamento de sua retórica, com o intuito de convencer. Esses mestres da oratória assemelham-se aos sofistas, estes mercenários do saber da antiguidade, os quais defendiam a idéia de que o verdadeiro "político" deveria convencer o outro a fazer o que não queria, pois assim estaria pronto para exercer sua liderança entre todos. Talvez, os sofistas não imaginassem que aquela postura fosse tão amplamente propagada e servisse de manual para as gerações futuras, forjando diversos profissionais na atualidade. Isso é tão forte, que duas versões da mesma história são tão bem defendidas, que seus seguidores perdem a capacidade de discernimento sobre a escolha da idéia mais apropriada para o momento. Observa-se isso na escolha de um carro, de um vestido, de um estilo de música, de uma faculdade, ou de uma convicção política. O problema desses ávidos na arte de bem falar, é que eles subestimam as pessoas que possuem a capacidade de perceber as entrelinhas do discurso e seu ranço de interesse, eles não imaginam que por mais bela e perfeita construção do discurso, ele pode ser superado e desmascarado. É assombroso como estes escribas modernos engendram discursos magníficos, chegando ao ponto da mentira tornar-se verdade. Por isso, é importante sempre desconfiar do cidadão de boa oratória e bom discurso, pois, na maioria das vezes, a mentira está sendo revestida brilhantemente de uma pseudo-verdade.
O bom discurso convence? Políticos, administradores, advogados, juristas e as mais diversas autoridades eloquentes da nossa sociedade dedicam-se arduamente no aperfeiçoamento de sua retórica, com o intuito de convencer. Esses mestres da oratória assemelham-se aos sofistas, estes mercenários do saber da antiguidade, os quais defendiam a idéia de que o verdadeiro "político" deveria convencer o outro a fazer o que não queria, pois assim estaria pronto para exercer sua liderança entre todos. Talvez, os sofistas não imaginassem que aquela postura fosse tão amplamente propagada e servisse de manual para as gerações futuras, forjando diversos profissionais na atualidade. Isso é tão forte, que duas versões da mesma história são tão bem defendidas, que seus seguidores perdem a capacidade de discernimento sobre a escolha da idéia mais apropriada para o momento. Observa-se isso na escolha de um carro, de um vestido, de um estilo de música, de uma faculdade, ou de uma convicção política. O problema desses ávidos na arte de bem falar, é que eles subestimam as pessoas que possuem a capacidade de perceber as entrelinhas do discurso e seu ranço de interesse, eles não imaginam que por mais bela e perfeita construção do discurso, ele pode ser superado e desmascarado. É assombroso como estes escribas modernos engendram discursos magníficos, chegando ao ponto da mentira tornar-se verdade. Por isso, é importante sempre desconfiar do cidadão de boa oratória e bom discurso, pois, na maioria das vezes, a mentira está sendo revestida brilhantemente de uma pseudo-verdade.
O motivo
O motivo sugere o desejo.O motivo revela a vontade. O motivo provoca a arte. Por estes motivos, criei um Blog, com o intuito, pretensioso, de provocá-los. Acredito que idéias cristalizadas, eivadas de preconceito, estereótipo, hegemonia e mesmice devem ser destruídas. Sempre gostei de escrever e expor os meus pensamentos, percebendo uma medida de qualidade e irreverência nas minhas palavras, corroboradas pelas opniões de alguns virtuosos amigos e colegas, dotados de senso crítico e visão de mundo. No entanto, isso não foi o suficiente para fazê-lo, haja vista que não encontrava-me preparado para os bombardeios sobre minhas idéias.Foi exatamente o motivo da indignação com que as pessoas aceitam as coisas postas, seja pela internet, televisão, jornais e os papos de mesa de bar que possibilitou minha atitude de criar um blog. É impressionante a acomodação das mesmas perante à gama de informações absorvidas, sem nenhum critério. Como se a ignorância de-se lugar a imposição e o determinismo de um carragada de informações as quais recebemos todos os dias, sem crítica e filtro.
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